Sunday, November 13, 2005

Aula dia 7 de novembro

PRIMEIRO TEMPO (19:20 às 21:00 horas)
– Leitura, questionamentos e discussão da apostila e trabalho individual

Reavaliação
. Etapa de retroalimentação da avaliação institucional.
. Avaliação da avaliação implementada com vistas à melhoria do próprio processo de avaliação institucional.
. Balanço crítico sobre o processo de avaliação. A análise das estratégias utilizadas, das dificuldades e dos avanços apresentados permitirá planejar ações futuras.

Avaliação institucional escolar do ensino fundamental e médio
. A avaliação da escola é um processo pelo qual a equipe administrativa, professores, alunos e comunidade discutem e avaliam a sua escola com vista o aprimoramento pedagógico-curricular e a qualidade do ensino.
. São avaliados os elementos determinantes da qualidade da oferta de serviços de ensino e do sucesso escolar dos alunos:
. Características dos alunos
. Rendimento escolar por classe
. Composição do corpo docente
. Condições de trabalho e motivação dos professores
. Infra-estrutura física e recursos materiais disponíveis, didáticos e informacionais (bibliotecas, redes de conhecimento)

. Condições básicas
. Direção política da gestão institucional favorável e proativa em relação a avaliação institucional escolar.
. Instauração do propósito coletivo para concepção, elaboração e implementação da proposta de AI. Envolvimento das pessoas, a participação e cooperação das instâncias, a responsabilidade e atuação ativa e crítica dos atores.
. Prática da auto-avaliação

. Procedimentos
. Definição da intencionalidade institucional – visão estratégica de futuro
. Estabelecer os princípios que regerão as decisões e as ações da instituição e de seus atores em relação à avaliação institucional
. Delinear a proposta em etapas:
- Etapa I - estudos prévios pelo coletivo da instituição escolar (Entendimento do que é AI; Entendimento da AI dentro das ações nacionais; Identificação da margem de autonomia da instituição escolar)
- Etapa II – Avaliação da realidade educacional (identificação e avaliação da intencionalidade educativa e os princípios que têm regido efetivamente a atuação da instituição escolar; Identificação das necessidades, as demandas, as expectativas e possibilidades)
- Etapa III – Tomada de decisões.
- Etapa IV – Criação da comissão de avaliação.
- Etapa V – Formulação da proposta de AI

. Aspectos a serem avaliados no âmbito da organização escolar
- Dados estatísticos sobre a população escolar, reprovações, abandono da escola, situação econômica dos pais etc.
- Clima organizacional da escola (tipo de direção, tipo de organização, relações humanas, envolvimento da equipe pedagógica com os objetivos e ações da escola)
- Acompanhamento do rendimento escolar dos alunos
- Avaliação da execução do projeto pedagógico-curricular
- Avaliação do desempenho dos professores

Proposta de avaliação institucional escolar
Questões básicas:
● Por que avaliar?
● O que avaliar?
● Quem avaliar?
● Como avaliar?
● Com o quê avaliar?

Estrutura da proposta / documento
O documento final que registra e apresenta a proposta de avaliação institucional da escola poderá ser organizado como segue:
1. Capa, contendo identificação da instituição – nome, sistema, localidade, ano e título da proposta
2. Folha de rosto, contendo os nomes e funções dos representantes dos vários setores da instituição e da comissão de redação da proposta de avaliação institucional
3. Sumário
4. Introdução, (visão geral do documento, justificativa, objetivos gerais, metodologia de elaboração e da sua estrutura)
5. Perfil / Caracterização da unidade escolar
6. Fundamentação, os fundamentos e princípios gerais (que regerão a ação dos atores e a atuação institucional), reflexões teóricas (em especial sobre a função da escola), a explicitação dos conceitos centrais.
7. Objetivos
8. Estratégias
9. Metodologia
10. Cronograma geral de execução
11. Previsão de recursos necessários
12. Bibliografia
13. Anexos

Metodologia
Verificar se as funções e prioridades determinadas estão sendo executadas, tendo como referencial básico o projeto pedagógico reconhecido pelo o coletivo

Critérios básicos: a eficiência (grau de correspondência entre o previsto e o realizado), eficácia (empregabilidade à resultado foi efetivamente alcançado, principalmente em termos de qualidade) e efetividade social (impactos, efeitos e mudanças de adequação às necessidades e exercício social efetivo – alunos com desempenho efetivo nos exames, concursos, no trabalho etc.).

As etapas da avaliação institucional da escola consistirão:
o Sensibilização / diagnóstico
o Aplicação da avaliação (coleta, análise, relatório, difusão)
o Reavaliação

Nas etapas procedimentos e instrumentos de coleta de dados e análise das informações.

A sensibilização terá por finalidade buscar o envolvimento e a participação dos membros da escola no processo de AI, mediante a conscientização e a mobilização para implementação das ações e resultados. A AI deverá possibilitar ao máximo as interações entre equipes, atores e setores (pedagógicos e administrativos) para que reflitam sobre seus modos de atuação e os resultados de suas atividades em busca da melhoria da escola como um todo



























Sensibilização

Diagnóstico

Proposta
Aplicação dos instrumentos

Coleta dos dados
Tabulação, análise e interpretação
dos dados
Relatório Final


Difusão dos resultados


Reavaliação



















































INSTRUMENTOS / INDICADORES


QUESTIONÁRIO
QUEM AVALIA
O QUE AVALIAM
1
Alunos
Curso, coordenação do curso, auto-avaliação, instituição, disciplinas currículo, gestão em geral

2
Professores
Curso, coordenação do curso, disciplina ministrada, auto-avaliação, desempenho discente, instituição, condições de trabalho, gestão em geral

3
Administrativo
Ambiente de trabalho, condições de trabalho, insituição

4
Egressos
Curso, condições proporcionadas pela instituição na formação do perfil profissional, desempenho pessoal
5
Comunidade externa e mercado de trabalho

Egressos e instituição



A INSTITUIÇÃO ESCOLAR E SEUS ELEMENTOS

Atores/agentes/fatos
. Corpo docente (titulação, experiência profissional, estrutura da carreira, a jornada de trabalho e as condições de trabalho)
. Corpo discente (quantidade por níveis e modalidades)
. Corpo técnico-administrativo (funções)
. Corpo auxiliar (funções)


Organização e funcionamento
. Regime de funcionamento
. Regimento Interno
. Projeto político-pedagógico
. Institucionalização (autorizações, credenciamento, situação fiscal)
. Curricular
. Conselho de classe / direção / secretaria escolar

Infra-estrutura
. Salas de aula / de professores / direção / coordenação / administração em geral
. Laboratórios
. Equipamentos integrados ao desenvolvimento do curso
. Bibliotecas e acervo especializado
. Acesso às redes de informação e comunicação



REGIMENTO ÚNICO para as escolas do Distrito Federal

As escolas da rede pública de ensino do DF integram a estrutura da Secretaria de Estado de Educação do DF, unidade integrante do Governo do Distrito Federal, e são vinculadas pedagógica e administrativamente às respectivas Gerências Regionais de Ensino, unidades orgânicas administrativas.

As escolas da rede pública de ensino do DF, de acordo com as características do DF, classificam-se em (13 tipos):

. Jardim de Infância e Centro de Educação Infantil – destinados a oferecer exclusivamente, a educação infantil

. Escola Classe – destinada a oferecer de 1ª a 4ª série do ensino fundamental ou estudos equivalentes, podendo, de acordo com as necessidades da Rede Pública de Ensino, oferecer até a 6ª série

. Escola Parque – destinada a oferecer atividades que complementem o currículo desenvolvido em Escolas Classe e em Centros de Ensino Fundamental

. Centro de Ensino Fundamental – destinado a oferecer as oito séries do EF ou as séries finais desse nível de ensino

. Centro Educacional – destinado a oferecer as séries finais do EF, o EM e os segmentos da EJA

. Centro de Ensino Médio – destinado a oferecer, exclusivamente, o EM

. Centro de Educação de Jovens e Adultos - destinado a oferecer, exclusivamente, EJA

. Centro de Ensino Especial - destinado a oferecer, exclusivamente, a Educação Especial

. Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente - destinado a proteção e à promoção social da criança e do adolescente, bem como a oferta da Educação Infantil e do EF

. Centro Interescolar de Línguas - destinado a oferecer, exclusivamente, língua estrangeira moderna para complementar o currículo de três ou mais escolas

. Escola Normal – destinada a oferecer o Curso Normal em nível médio

. Escola de Aplicação –campo de estudo destinado a oferecer às normalistas o efetivo exercício da docência na EI e nas séries iniciais do EF

. Centro de Educação Profissional – destinado a oferecer a educação profissional nos níveis básico e técnico

Existem ainda:
- Promoção Educativa do Menor – PROEM / Escola dos Meninos e Meninas do Parque
- Centro Interescolar de Educação Física

Qualquer escola pode oferecer cursos e/ou séries fora de sua tipologia, em caráter provisório, quando autorizada.

As escolas têm a seguinte organização administrativa:
I – Conselho Escolar
II – Direção
III – Secretaria Escolar

As instituições de ensino têm a seguinte organização pedagógica:
I – Conselho de Classe
II – Coordenação Pedagógica
III – Orientação Educacional

As escolas têm os seguintes serviços complementares:
I – Biblioteca
II – Apoio ao Aluno
III - Laboratórios

Comunidade escolar:
I – Corpo docente
II – Corpo discente

No DF, o controle e a avaliação das atividades da escola são efetuados pela Gerência Regional de Ensino e pelos órgãos próprios da SEE-DF

As escolas contam (ou deveriam contar) ainda com instituições escolares com personalidade jurídica própria, sem caráter lucrativo:
I – Caixa Escolar
II – Conselho Comunitário
III – Associação de Pais, Alunos e Mestres
IV – Grêmio Estudantil

Trabalho – questionário – sobre o texto
Avaliação institucional da escola de ensino fundamental (capturada em 08/08/03 na URL - http://www.race.nuca.ie.ufrj.br/ceae/m1/texto5.htm). Em anexo.

- Entrega dia 21 de novembro de 2005




SEGUNDO TEMPO (21:15 às 22:40 horas)
Revisão para avaliação escrita

Avaliação institucional (conceito)
Processo que busca identificar os rumos e apontar as necessidades de melhoria do conjunto das atividades da instituição.


Etapas / modalidades da avaliação institucional:
Sensibilização
Etapa que busca o envolvimento da comunidade acadêmica na construção da proposta avaliativa por meio da realização de reuniões, palestras, seminários, entre outros.

Auto-avaliação
Processo interno que não tem caráter público, configurado com padrões próprios da instituição e sem propósito de comparação com outras instituições. Auto-referência, auto-análise e autodesenvolvimento. Princípios: globalidade, flexibilidade, negociação e cooperação, adesão voluntária, legitimidade e credibilidade. Indicadores internos (prioritários), externos e valorização da análise histórica de outros momentos avaliativos da instituição.
Etapas a serem planejadas: preparação, elaboração do projeto, organização do processo, condução do processo, resultados e informes, validação e divulgação.

Avaliação externa
. Etapa / modalidade da avaliação institucional conduzida e implementada externamente.

. Pode ser estabelecida pela instituição acadêmica interessada em ter uma avaliação externa ou exigida legalmente, executada por órgãos governamentais.

. O ponto de partida da avaliação externa deve ser a auto-avaliação que já tenha sido realizada anteriormente, consolidada num relatório consistente, detalhado e aprovado pelas instâncias superiores.

. A avaliação em nível dos organismos governamentais tem por finalidade indicar e subsidiar a formulação de políticas públicas educacionais e a distribuição de recursos do governo federal para os estados, municípios e escolas

. As informações pelos orgãos governamentais são obtidas por meio de:
. Levantamentos estatísticos – censos, questionários
. Exames e provas
. Visitas in loco pelas comissões de especialistas

. A avaliação externa das instituições acadêmicas de nível superior é realizada pelo MEC/INEP associada à necessidade de: autorização de funcionamento, reconhecimento de cursos, programas e projetos, credenciamento e recredenciamento de cursos, programas e projetos.







As avaliações nacionais realizadas pelo INEP
Na educação básica:
. Censo escolar
. ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio
. ENCEJA – Exame Nacional de Certificação de Jovens e Adultos
. SAEB
. ANEB – Avaliação Nacional da Educação Básica
. ANRESC – Avaliação Nacional do Rendimento escolar



Avaliação

Característica

Periodicidade

Abrangência

CENSO ESCOLAR
. Ação conjunta MEC/Inep com as Secretarias Estaduais de Educação.
. Levantamento estatístico –
. Questionário
. Preenchimento obrigatório pelo diretor ou responsável pela escola


Anual

. Abrange toda educação básica em todos níveis e modalidades e todas escolas – públicas e particulares
. Coleta informações, entre outras, sobre o aluno, a infra-estrutura da escola, utilização de novas tecnologias e utilização dos programas do governo (ex. transporte escolar público)
ENEM
. Exame
. Questionário
. Participação
voluntária
. Porta de acesso ao
ProUni (Programa Universidade para Todos)

Anual
Alunos que estão terminando ou concluíram o ensino médio
SAEB
Composto por dois processos de avaliação:
ANEB e
ANRESC



ANEB
. Exame bienal de proficiência em Matemática e Português
. Amostragem
. Provas
. Questionários
- Alunos
- Professores
- Diretores

ANRESC
. levantamento de informações sobre o desempenho de cada uma das escolas urbanas de 4ª e 8ª séries da rede pública brasileira. Isso permitirá obter resultados, em leitura e matemática, de cada uma das 43 mil escolas públicas urbanas, em mais de 5 mil municípios do País.









Bienal
. Escolas públicas e particulares








Anual
. Escolas públicas exclusivamente
Alunos, professores e diretores. Pesquisa por amostragem das escolas das 27 unidades da federação. Provas de Língua Portuguesa e Matemática
ENCEJA
Prova
Anual
Unidades da federação que aderirem










Na educação superior:

SINAES – Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior
. Institui sistema que assegura processo nacional de avaliação da ES

Avaliação
Característica
Periodicidade
Abrangência
Censo da Educação Superior
. Levantamento estatístico
. Internet
. Obrigatório

Anual

Abrange todos os cursos de graduação, presenciais e a distância

ENADE
. Exame
. Prova única
para cada área
. Questionário
. Obrigatório
como componente curricular
. Será feito por áreas
. Todos alunos deverão ser inscritos
. Escolha
aleatória

Áreas visadas
. Aplicação
trienal e por amostragem
. No final do primeiro e do último ano do curso
Todos alunos dos grupos dos cursos das áreas visadas
AVALIAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES
Visitas in loco
Procedimentos definidos pela CONAES
Auto-avaliação e primeira avaliação: 2 anos

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AVALIAÇÃO DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO
Realizadas in
loco as condições. Comissão de especialistas
Avaliação do curso de acordo com o processo regulatório

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Friday, October 14, 2005

Aula 17 de outubro 2005

Todos os direitos reservados - © 2005 Pedro Ferreira de Andrade

REVISÃO AULA ANTERIOR

AVALIAÇÃO EXTERNA
Etapa / modalidade da avaliação institucional conduzida e implementada externamente.

Etapa subseqüente à avaliação interna dentro do arcabouço da avaliação institucional / educacional.

Pode ser estabelecida pela instituição acadêmica interessada em ter uma avaliação externa ou exigida por órgãos governamentais que a implementa legalmente.

A avaliação externa estabelecida pela própria instituição acadêmica não é tão comum, bem assim é muito raro ocorrer fora do âmbito da educação superior. Vários motivos:
• Os altos custos envolvidos
• A mobilização necessária para conscientizar a comunidade da sua importância
• A organização, estruturação e implementação de um projeto sistemático
• Dificuldades encontradas pelas instituições em manter uma periodicidade das avaliações.

A avaliação externa das instituições acadêmicas de nível superior é realizada pelo MEC/INEP associada à necessidade de:
• Autorização
• Reconhecimento
• Credenciamento
• Recredenciamento

→ de cursos, programas e projetos.

O ponto de partida da avaliação externa deve ser a auto-avaliação que já tenha sido realizada anteriormente, consolidada num relatório consistente, detalhado e aprovado pelas instâncias superiores.


SISTEMAS NACIONAIS DE AVALIAÇÃO
As avaliações nacionais da educação brasileira realizadas pelo INEP/MEC:

Na educação básica:
. Censo Escolar
. Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)
. Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb)
. Exame Nacional de Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Enceja)

Na educação superior:
. Censo da Educação Superior
. Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE)
. Avaliação dos cursos de graduação
. Avaliação institucional


OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
Considero os Censos como formas de avaliação da educação, pois os dados estatísticos obtidos levam à realização de diagnósticos e análises sobre a realidade do sistema educacional, subsidiando a definição e a implementação de políticas educacionais.

Com base nos dados obtidos que retratam um amplo conjunto de variáveis, é possível, após tratados e analisados, traçar um retrato atual e completo dos níveis de ensino e subsidiar as avaliações e exames do ensino e da aprendizagem.


EDUCAÇÃO BÁSICA

CENSO ESCOLAR

. O Censo é uma ação conjunta do MEC/Inep com as Secretarias Estaduais de Educação.

. Levantamento de informações estatístico-educacionais de âmbito nacional

. Realizado anualmente.

. Abrange toda educação básica em todos os níveis e modalidades.

. O preenchimento é obrigatório para todas as escolas, inclusive as privadas.

. O responsável pelo preenchimento do questionário é o diretor / dirigente / responsável pela escola.

. O censo também identifica a quantidade de escolas remanescentes de quilombos, obtém informações sobre a utilização do transporte escolar oferecido pelo poder público.

. As informações prestadas poderão ser objeto de uma pesquisa posterior, caso seja necessária a verificação / comprovação dos dados informados.

. A novidade deste ano foi a coleta de dados sobre cor/raça (“Mostre sua raça, declare sua cor”) dos estudantes. A coleta será por autodeclaração e a metodologia segue os critérios do IBGE: preto, pardo, branco, amarelo ou indígena.

. No ano passado, o Censo Escolar contabilizou cerca de 56 milhões de alunos em todos os níveis da educação básica no País. Desse total, 88% estavam em escolas públicas.

. Em todos os níveis da educação básica atuavam 2.543.576 professores.

. Existiam 49.722 estudantes matriculados em 364 localizadas em áreas remanescentes de quilombos, sendo que 62% dessas matrículas se concentravam na região Nordeste.

. O Censo coleta informações sobre o aluno, a infra-estrutura da escola, utilização de novas tecnologias, programas do governo etc.


Curiosidades e informações adicionais
A primeira vez que o Brasil fez um censo escolar, na década de 30, levou sete anos para publicá-lo. Hoje os dados consolidados levam em média sete meses.

Censo em tempo real
Acredita-se que o Censo Escolar no futuro será totalmente informatizado, a exemplo do Censo Universitário, que já é totalmente informatizado, e o prazo para organização das informações será de apenas sete dias.


SISTEMAS NACIONAIS DE AVALIAÇÃO (continuação)
SISTEMA NACIONAL DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – SAEB

Implantado em 1990

Pesquisa por amostragem, envolvendo provas, questionários

Objetivos:

• Apoiar municípios, estados e união na formulação de políticas que visem a melhoria da qualidade do ensino.

• Oferecer subsídios à formulação, reformulação e monitoramento de políticas públicas e programas de intervenção ajustados às necessidades diagnosticadas.

• Identificar os problemas e as diferenças regionais do ensino.

• Produzir informações sobre os fatores do contexto socioeconômico, cultural e escolar que influenciam o desempenho dos alunos

• Proporcionar aos agentes educacionais e à sociedade uma visão clara dos resultados dos processos de ensino e aprendizagem e das condições em que são desenvolvidos

• Desenvolver competência técnica e científica na área de avaliação educacional, ativando o intercâmbio entre instituições educacionais de ensino e pesquisa.

O SAEB coleta informações sobre alunos, professores, diretores e escolas públicas e particulares em todo Brasil, por amostragem (pesquisa por amostragem), envolvendo escolas das 27 unidades da federação que representem o universo das matrículas/redes

É realizada a cada dois anos – Bienal. Foi aplicado pela primeira vez em 1990. A última vez foi em 2003. Participaram 300 mil alunos, 17 mil professores e 6.270 escolas das 27 unidades da federação.

Participam da avaliação alunos da 4ª e 8ª séries do ensino fundamental e 3ª do ensino médio, que fazem as provas de Língua Portuguesa e de Matemática.

Além das provas, os alunos respondem a um questionário sobre seus hábitos de estudo e suas características socioculturais.

Os professores e diretores participam respondendo a questionários que informam sobre o perfil e prática docente, mecanismos de gestão e infra-estrutura da escola.

As informações coletadas permitem montar um quadro sobre o sistema educacional, revelando suas virtudes e seus defeitos.

O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB) tem nova estrutura definida neste ano.

Agora o SAEB é composto por dois processos de avaliação distintos: a Avaliação Nacional da Educação Básica (ANEB), que é sistêmica e é aplicada em amostra aleatória de estudantes, e a Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (ANRESC), mais extensa e detalhada, com foco em cada unidade escolar.

A Aneb
A antiga avaliação sistêmica amostral do Saeb, exame bienal de proficiência em Matemática e Português, passa agora a se chamar Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb), mas mantém operacionalização e objetivos idênticos, garantindo a continuidade da série histórica dos dados de proficiência dos alunos de 4ª e 8ª séries do ensino fundamental e da 3ª série do ensino médio das redes públicas e privadas brasileiras. Esta série teve início em 1995. A Aneb avaliará o desempenho dos alunos nas disciplinas Língua Portuguesa (leitura) e Matemática. Produzirá resultados médios de desempenho conforme os estratos amostrais, para o Brasil, as regiões, os Estados e as redes de ensino estaduais, municipais e privadas. A aplicação da Aneb ocorrerá de 7 a 11 de novembro.

A Anresc - AVALIAÇÃO NACIONAL DO RENDIMENTO ESCOLAR
• É um segundo instrumento do SAEB introduzido neste ano (2005).

• A Anresc vai levantar informações sobre o desempenho de cada uma das escolas urbanas de 4ª e 8ª séries da rede pública brasileira. Isso permitirá obter resultados, em leitura e matemática, de cada uma das 43 mil escolas públicas urbanas, em mais de 5 mil municípios do País. A Anresc será aplicada de 16 a 30 de novembro.

• As unidades escolares, depois de avaliadas, serão classificadas de acordo com a pontuação adotada pelo SAEB, dentro dos critérios: muito crítico, crítico, intermediário ou adequado.

• O objetivo da ANRESC é oferecer aos governos estaduais e municipais uma avaliação das escolas de suas redes para que, conscientes das falhas e das virtudes de cada uma delas, políticas públicas possam ser planejadas e efetuadas com mais precisão.

• Resultados do SAEB
As notas dos estudantes no SAEB ainda estão muito abaixo do ideal, principalmente nas escolas públicas. Nem 10% atingem o desempenho adequado para seu nível de ensino.

Uma das razões do baixo desempenho dos estudantes é a deficiente formação do magistério. Boa parte dos nossos docentes não tem a qualificação mínima exigida para o nível de ensino em que atua.


EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO – ENEM
Objetivos
• Oferecer uma referência para que cada cidadão possa proceder a sua auto-avaliação com vistas às suas escolhas futuras, tanto em relação ao mercado de trabalho quanto em relação à continuidade de estudos.

• Estruturar uma avaliação ao final da educação básica que sirva como modalidade alternativa ou complementar aos processos de seleção nos diferentes setores do mercado de trabalho.

• Estruturar uma avaliação ao final da educação básica que sirva como modalidade alternativa ou complementar aos exames de acesso aos cursos profissionalizantes pós-médios e à educação superior.

Informações gerais
• O exame é voluntário. Todos alunos que estão terminando ou já concluíram o ensino médio podem se inscrever.

• A prova é formada por 63 (sessenta e três) questões objetivas de múltipla escolha e uma redação dissertativa-argumentativa.

• Algumas faculdades particulares tem aceitado como critério de ingresso o resultado satisfatório do aluno na prova

• O aluno pode obter seu resultado no Exame na Internet, informando o CPF.

• A participação no Enem não substitui a certificação de conclusão do Ensino Médio.

• O INEP manterá em sua base de dados, por cinco anos, o registro de todos os resultados individuais dos participantes.

• As questões objetivas e a redação destinam-se a avaliar as competências e habilidades contidas na Matriz de Competências do ENEM.

• A redação deverá ser estruturada na forma de texto em prosa do tipo dissertativo-argumentativo, a partir de um tema. Neste ano o tema aborda o trabalho infantil.

• A redação é avaliada por uma equipe de professores de Língua Portuguesa, sob a supervisão do Inep, todos com experiência em prática docente e em correção de redações ou de provas dissertativas de Língua Portuguesa para processos seletivos públicos.

• Com duração de cinco horas, o Enem 2005 foi realizado no dia 25/09, em todos os Estados e no DF, na sede dos municípios predefinidos – 727 municípios este ano.

• Hoje há mais de 400 IES no Brasil que, de alguma forma, utilizam seus resultados. Ex.: No DF, pelo menos 10 IES aceitam os resultados do ENEM em seus processos de admissão. A FAST é uma delas, utiliza a nota do Enem na composição da nota final do processo seletivo com peso de 20% para os participantes que obtiverem nota igual ou superior a 60.

• Resultados - participação
2003 – 1.882.393
2004 –
2005 – 3.002.508 inscritos. Cerca de 2,2 milhões (74,79%) fizeram a prova e apenas 25,21% não compareceram. 4.385 locais de aplicação (incluindo 91 unidades prisionais), em 730 municípios de todos os Estados brasileiros e no DF.

• As competências da matriz do Enem:
I – Dominar linguagens
II – Compreender fenômenos
III – Enfrentar situações-problema
IV – Construir argumentação
V – Elaborar proposta


EXAME NACIONAL DE CERTIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DE JOVENS E ADULTOS (ENCEJA)
• Proposta do MEC para construir a referência de avaliação nacional para jovens e adultos que não puderam concluir os estudos na idade própria.

• O Exame poderá ser utilizado pelas Secretarias Estaduais e Municipais de Educação como instrumento de certificação de conclusão do ensino fundamental e médio. A Avaliação será destinada aos cidadãos matriculados ou não em escolas, que estão acima da faixa etária própria para cursar o ensino regular e ainda não concluíram essa etapa de escolarização.

• O Exame também poderá servir como instrumento para a avaliação dos programas de educação de jovens e adultos.


EDUCAÇÃO SUPERIOR

CENSO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR
• Coleta, anualmente, uma série de dados do ensino superior no país, incluindo cursos de graduação, presenciais e a distância.

• A sua finalidade é fazer uma radiografia deste nível educacional.

• As instituições de ensino superior respondem ao questionário do Censo por meio da Internet.


Introdução e informações gerais
• O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES foi instituído pela lei nº 10.861, de 14/04/2004. É formado por três componentes principais: a avaliação das instituições, dos cursos e do desempenho dos estudantes.

• Finalidades:
- A melhoria da qualidade da educação superior,
- A orientação da expansão da sua oferta,
- O aumento permanente da sua eficácia institucional e efetividade acadêmica e social e, especialmente,
- A promoção do aprofundamento dos compromissos e responsabilidades sociais das instituições de educação superior, por meio da valorização de sua missão pública, da promoção dos valores democráticos, do respeito à diferença e à diversidade, da afirmação da autonomia e da identidade institucional.
• O Sinaes avaliará todos os aspectos que giram em torno desses eixos: o ensino, a pesquisa, a extensão, a responsabilidade social, o desempenho dos alunos, a gestão da instituição, o corpo docente, as instalações entre vários outros aspectos.
• Principais instrumentos do Sinaes: auto-avaliação, avaliação da instituição, avaliação dos cursos de graduação e o Enade.
• O Sinaes terá uma série de instrumentos complementares: censo da educação superior; cadastro das instituições e cursos; sistemas de registro da Capes e Setec; questionário aos alunos e coordenadores; PDI; outros
documentos de credenciamento e recredenciamento da IES etc.
• Com os resultados das avaliações, será possível traçar um panorama da qualidade dos cursos e instituições de educação superior no País. Os processos avaliativos serão coordenados e supervisionados pela Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior (Conaes). A operacionalização será de responsabilidade do Inep.
• As informações obtidas com o Sinaes serão utilizadas pelas IES, para orientação da sua eficácia institucional e efetividade acadêmica e social; pelos órgãos governamentais para orientar políticas públicas e pelos estudantes, pais de alunos, instituições acadêmicas e público em geral, para orientar suas decisões quanto à realidade dos cursos e das instituições.

EXAME NACIONAL DE DESEMPENHO DOS ESTUDANTES - ENADE
• Avalia o desempenho dos estudantes em relação aos conteúdos programáticos previstos nas diretrizes curriculares, suas habilidades para ajustamento às exigências decorrentes da evolução do conhecimento e suas competências para compreender temas exteriores ao âmbito de sua profissão.

Aplica-se aos estudantes do final do primeiro e do último ano do curso, escolhidos por amostragem.

• É obrigatório como componente curricular

• Aplicação do Enade 2005 - 6 de novembro.

• Este ano, será avaliado 8.163 cursos de 19 áreas: Arquitetura e Urbanismo, Biologia, Ciências Sociais, Computação, Engenharia (sete áreas), Filosofia, Física, Geografia, História, Letras, Matemática, Pedagogia e Química.

• O Enade é um sistema de avaliação que se diferencia do antigo programa de avaliação do Exame Nacional de Cursos (Enc), feito pelo governo passado. Possibilita, em um curto espaço de tempo, a avaliação da totalidade das áreas da educação superior. Em três anos de Enade serão avaliadas 52 áreas de conhecimento (13 áreas no primeiro ano, 19 no segundo e 20 no terceiro). Esse universo só será possível de ser atingido porque o atual sistema utiliza o método amostral, avaliando as áreas de três em três anos, diferentemente do programa anterior, que era anual.


AVALIAÇÃO DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO
• Avalia condições de ensino oferecidas aos estudantes, em especial as relativas ao perfil do corpo docente, às instalações físicas e à organização didático-pedagógica por meio de instrumentos e procedimentos que incluem visitas in loco de comissões externas.


AVALIAÇÃO DAS INSTITUIÇÕES (AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL)
• Tem caráter formativo. Deve contar com a participação efetiva de toda comunidade interna e a contribuição de atores externos do entorno institucional.

• Objetiva: Identificar o seu perfil e o significado de sua atuação por meio de atividades, cursos, programas, projetos e setores, considerando as diferentes dimensões institucionais.

• Diferentes procedimentos e instrumentos

• Auto-avaliação

• Verificação in loco (externa)

• Identificar o perfil e o significado da atuação

Tuesday, October 11, 2005

Bibliografia básica e complementar sobre avaliação institucional (em construção)

Básica

BALZAN, Newton César; SOBRINHO, José Dias – Orgs – (2000). Avaliação institucional: teoria e experiências. 2. ed. São Paulo: Cortez. 180 p.

BELLONI, Isaura; MAGALHÃES, Heitor de; SOUSA, Luzia Costa de (2001). Metodologia de avaliação em políticas públicas: uma experiência em educação profissional. 2. ed. São Paulo: Cortez. 96 p.

GUIMARÃES, Maria Helena de Oliveira (2003). Avaliação: impactos sobre o ensino superior. Belo Horizonte: FUMEC-FACE: C/Arte.

LIBÂNEO, José Carlos (2004). Organização e gestão da escola: teoria e prática. 5. ed. Goiânia: Alternativa.

RICO, Elizabeth Melo – org. – (2001). Avaliação de políticas sociais: uma questão em debate. 3. ed. São Paulo: Cortez: Instituto de Estudos Especiais.

VILLAS BOAS, Benigna Maria de Freitas (s.d.). Avaliação: políticas e práticas. Campinas-SP: Papirus. 143 p.


Complementar
ALVES, Rubem (1985). A escola deve ser avaliada de diferentes perspectivas. Folha de SPaulo, Ciência e Sociedade, 27 julho de 1985.

ANDRADE, Pedro Ferreira de (2004). La evaluación de los sistemas educativos: la evaluación educacional en Brasil – una visión general. Revista Site & Insight, Ano 2, n.3, p. 19

ESTEBAN, Maria Teresa – org - (2001). Avaliação: uma prática em busca de novos sentidos. Rio de Janeiro: DP & A ed.

GASPARETTO, Agenor (2003). Avaliação institucional: processo doloroso de mudança — a experiência da UESC, Ilhéus, Bahia. Consulta em 15/09/2003 na URL http://www.socio-estatistica.com.br/avalia.htm

PAGOTTI, Antônio Wilson (2003). Avaliação: o que o aluno espera do professor. Disponível online em http://www.ufop.br/ichs/conifes/anais/EDU/edu0104.htm

PETRY, Ely Carlos (2002). LDB Lei de diretrizes e bases: uma abordagem orientadora. Porto Alegre: AGE.

RECKTENVALD, Marcelo (2003). Análise comparativa entre a avaliação institucional e a teoria geral da administração. Disponível para download em http://www.febe.edu.br/divulgacao/artigo23.doc

SAUL, A. M. (1999). Avaliação emancipatória: desafio à teoria e à prática de avaliação e reformulação do currículo. São Paulo: Cortez e Autores Associados

Links interessantes sobre avaliação institucional (em construção)

Órgãos, entidades envolvidas
http://www.inep.gov.br/ (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira)

http://portal.mec.gov.br/conaes/ (Comissão Nacional de Avaliação da Educação Superior - CONAES)

http://portal.mec.gov.br/ (Ministério da Educação)

Legislação


Publicações

Links para artigos na web sobre avaliação institucional de outros autores

Texto 1
http://www.ufop.br/ichs/conifes/anais/EDU/edu0104.htm (Avaliação: o que o aluno espera do professor? - PAGOTTI, Antônio Wilson)

Texto 2
http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/avinst01.htm (Auto-avaliação institucional: princípios e metodologia do grupo focal - SUANO, Marilza Vanessa Rosa)

Texto 3
http://www.race.nuca.ie.ufrj.br/ceae/m1/texto5.htm (Avaliação institucional da escola de ensino fundamental)

Link de artigo do professor na web sobre avaliação da aprendizagem

Monday, October 10, 2005

Aula dia 10 de outubro de 2005 - copyright Pedro Ferreira de Andrade

AVALIAÇÃO EXTERNA

Introdução

Na aula passada, estudamos alguns conceitos e procedimentos da auto-avaliação ou avaliação interna, um processo de auto-análise que deve ser contínuo.

Nesta etapa, a instituição como um todo se pensa, repensa e viabiliza planos de ação que impliquem em mudança e desenvolvimento visando garantir um padrão de qualidade.

A auto-avaliação é o meio pelo o qual uma entidade constrói conhecimento sobre sua própria realidade, buscando compreender os significados do conjunto de suas atividades para melhorar a qualidade educativa e alcançar relevância social. Para tanto, sistematiza informações, a entidade analisa-se e é analisada coletivamente nos significados de suas realizações, desvelando formas de organização, administração e ação, identifica pontos fracos, bem como pontos fortes e potencialidades, e estabelece estratégias de superação de problemas.

Agora, estudaremos a etapa subseqüente à avaliação interna dentro do arcabouço da avaliação institucional / educacional.

Nesta outra etapa, a entidade e/ou órgãos governamentais querem conhecer o desempenho e a atuação pela perspectiva externa da realidade institucional, seja por empresas especializadas em avaliação educacional ou por organismos governamentais dentro de uma política em vigente.

Definição
Etapa / modalidade da avaliação institucional conduzida e implementada externamente.

Corolário
Pode ser estabelecida pela instituição acadêmica interessada em ter uma avaliação externa ou exigida por órgãos governamentais que a implementa legalmente.

A avaliação externa estabelecida pela própria instituição acadêmica não é tão comum, bem assim é muito rara ocorrer fora do âmbito da educação superior. Vários motivos: os altos custos envolvidos, a mobilização necessária para conscientizar a comunidade da sua importância e a organização, estruturação e implementação de um projeto sistemático, além das dificuldades encontradas pelas instituições em manter uma periodicidade em suas avaliações.

A avaliação externa das instituições acadêmicas de nível superior tem sido feita pelo MEC/INEP, geralmente associada à necessidade de autorização, reconhecimento, credenciamento e recredenciamento de cursos, programas e projetos.

O ponto de partida ou subsídio para avaliação externa é a auto-avaliação que já tenha sido realizada, consolidada num relatório consistente, detalhado e aprovado pelas instâncias superiores. A partir disto a instituição de educação superior se submete a uma avaliação externa seguindo a norma legal.

Esta avaliação é feita por membros externos, pertencentes à comunidade acadêmica e científica. Os avaliadores externos devem estar sempre atentos aos critérios de participação, integração e de articulação das relações de caráter pedagógico e de relevância social, no ensino, na pesquisa e na extensão, em conformidade com o estabelecido no Projeto Pedagógico Institucional.

Podem ser executores da avaliação externa: . Empresas de consultoria e instituições especializadas Ex.: Fundação CESGRANRIO, Fundação Carlos Chagas, universidades e outras entidades contratadas para fazer a avaliação externa . Órgãos governamentais: Secretarias de Educação (Ex. SARESP), INEP/MEC As secretarias de educação geralmente realizam atividades de avaliação institucional complementares ou de seu próprio interesse específico.

A avaliação em nível dos órgãos governamentais tem por finalidade indicar, subsidiar a formulação ou reformulação de políticas públicas educacionais e para a distribuição de recursos do governo federal aos estados, municípios e escolas.

As informações obtidas por meio de levantamentos estatísticos (censos, questionários), exames, visitas in loco supõem dados da realidade educacional gerais ou de setores específicos

As avaliações nacionais da educação brasileira realizadas pelo INEP/MEC compreendem:

Na educação básica:
. Censo Escolar
. Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM)
. Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB)
. Exame Nacional de Certificação de Competências de Jovens e Adultos (ENCEJA)

Na educação superior compreende:
. Censo da Educação Superior
. Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) .
. Avaliação dos Cursos de Graduação
. Avaliação Institucional

CENSO ESCOLAR
. O Censo é uma ação conjunta do MEC/Inep com as Secretarias Estaduais de Educação.

. Levantamento de informações estatístico-educacionais de âmbito nacional

. Realizado anualmente.

. Abrange toda educação básica em todos os níveis e modalidades.

. O preenchimento do formulário é obrigatório para todas as escolas, inclusive as privadas.

. O responsável pelo preenchimento do questionário é o diretor / dirigente / responsável pela escola.

. O censo de 2005 também identifica a quantidade de escolas remanescentes de quilombos e obtém informações sobre a utilização do transporte escolar oferecido pelo poder público.

. As informações prestadas poderão ser objeto de uma pesquisa posterior, caso seja necessária a verificação / comprovação dos dados informados.

. A novidade deste ano foi a coleta de dados sobre cor/raça (“Mostre sua raça, declare sua cor”) dos estudantes. A coleta será por autodeclaração e a metodologia segue os critérios do IBGE: preto, pardo, branco, amarelo ou indígena.

. No ano passado, o Censo Escolar contabilizou cerca de 56 milhões de alunos em todos os níveis da educação básica no País. Desse total, 88% estavam em escolas públicas.

. Em todos os níveis da educação básica atuavam 2.543.576 professores.

. Existiam 49.722 estudantes matriculados em 364 localizadas em áreas remanescentes de quilombos, sendo que 62% dessas matrículas se concentravam na região Nordeste.

. O Censo coleta informações sobre o aluno, a infra-estrutura da escola, utilização de novas tecnologias, programas do governo etc.


SISTEMA NACIONAL DE AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA – SAEB

Objetivo
Apoiar municípios, estados e união na formulação de políticas que visem a melhoria da qualidade do ensino.

O SAEB coleta informações sobre alunos, professores, diretores e escolas públicas e particulares em todo Brasil, por amostragem (pesquisa por amostragem), envolvendo escolas das 27 unidades da federação que representem o universo das matrículas/redes.

É realizada a cada dois anos – Bienal.

Foi aplicado pela primeira vez em 1990. A última vez foi em 2003. Participaram 300 mil alunos, 17 mil professores e 6.270 escolas das 27 unidades da federação.

Participam da avaliação alunos da 4ª e 8ª séries do ensino fundamental e 3ª do ensino médio, que fazem as provas de Língua Portuguesa e de Matemática.

Além das provas, os alunos respondem a um questionário sobre seus hábitos de estudo e suas características socioculturais.

Os professores e diretores participam respondendo a questionários que informam sobre o perfil e prática docente, mecanismos de gestão e infra-estrutura da escola. As informações coletadas permitem montar um quadro sobre o sistema educacional, revelando suas virtudes e seus defeitos.


ANRESC – AVALIAÇÃO NACIONAL DO RENDIMENTO ESCOLAR
É um segundo instrumento do SAEB introduzido neste ano (2005).

Vai levantar informações sobre o desempenho de cada uma das escolas urbanas de 4ª e 8ª séries da rede pública brasileira.

Anual, com data prevista para ser aplicado este ano emnovembro. Mais de 5 milhões de alunos de 43 mil escolas serão avaliados nas competências de leituras. No próximo ano, o foco da avaliação deverá ser Matemática.

As unidades escolares, depois de avaliadas, serão classificadas de acordo com a pontuação adotada pelo SAEB, dentro dos critérios: muito crítico, crítico, intermediário ou adequado.

O objetivo da ANRESC é oferecer aos governos estaduais e municipais uma avaliação das escolas de suas redes para que, conscientes das falhas e das virtudes de cada uma delas, políticas públicas possam ser planejadas e efetuadas com mais precisão.

Finalidade


Página dedicada à disciplina Avaliação Institucional, conduzida pelo Professor Pedro Ferreira de Andrade, no curso de Pedagogia da Faculdade Santa Terezinha.

O principal objetivo deste espaço é motivar a aprendizagem e a construção do conhecimento individual e coletivo, incentivar a interação e a cooperação interpessoal e intergrupal, valorizar a autoria, mediante a publicação das produções dos envolvidos, permitir o armazenamento e a disseminação das produções tanto do professor quanto dos alunos das referidas disciplinas, bem como proporcionar espaços para outras realizações tais como: informar as atividades que os alunos terão que realizar na disciplina; arquivar os textos selecionados relativos às matérias, além de disponibilizar outros objetos de ação entre projetos, textos, documentos, links etc.
Foto em tempos áureos da juventude by copyright Pedro Andrade